O Rafa veio hoje na minha casa buscar uma encomenda dele, como pretexto perguntei se ele queria assistir um filme e ele topou. Fiquei até surpreso, pois a semana foi meio estranha, a gente mal se falou e ele não quis ir assistir Vingadores comigo porque o Tropeço da Família Addams disse que queria ir com ele. Gostar de super-heróis é uma coisa nossa, minha e dele, o Tropeço gosta de mangá. Enfim, fui com meus amigos assistir o filme e me diverti horrores.
Mas voltando, coloquei o filme, ele deitou na minha cama de forma transversal e eu também, sem nos tocar. Com o decorrer do filme, nossos braços foram se encostando e assim ficando. Eu fiquei acanhado de abraçá-lo, pois fiquei esperando por essa atitude dele, que não veio. Terminamos o filme (eu cochilei pencas) e fomos lanchar. Sem querer, dei a sugestão de ir em um lugar que vou pouco, mas adoro e ele disse que não conhecia. Quando chegamos ele me disse "esse foi o lugar que a gente veio quando se conheceu" e eu sorri, realmente tinha esquecido. Sentamos na mesma mesa e conversamos animadamente. Assim, quando ele veio falar do Tropeço eu disse que não queria saber desse assunto, e acho, finalmente que ele entendeu. Não sei se agi bem, porque saber alguma coisa ruim do namoro dele pode me dar uma dica de por onde agir, mas eu resolvi que não quero saber, que quando eu estiver com ele eu não quero o outro. O Tropeço o tem tanto, não quero dividir o pouquinho tempo que tenho pra falar nele.
Quando fui deixá-lo, nos abraçamos e ele me beijou no rosto. o beijei de volta no rosto e ele disse "te adoro". Foi um dia bom. Poderia ter sido melhor? Sim, poderia. Mas foi um dia bom. O problema é que eu fiquei com vontade de sarrar e quase liguei pro menino com nome de cantor, mas preferi deixar quieto, pois eu o magoeei muito e ele sabe que com ele só quero sacanagem, como ele quer romance, é melhor não mexer no que ta quieto.
sábado, abril 28, 2012
segunda-feira, abril 23, 2012
O fim de semana
Para minha surpresa, o Rafa estava pronto e pontual como nunca foi. O busquei em casa no sábado e pegamos a estrada para uma praia badalada no meu estado, o trajeto era de 150km. Fomos conversando animadamente, ouvindo nossas músicas preferidas (temos o gosto musical parecido) e planejando nosso dia (eu planejando mais que ele rsrs).Chegamos ao hotel pela hora do almoço, fizemos check-in e saímos para almoçar, fomos a praia, tomei um banho de mar para tirar a uruca e voltamos pro hotel para curtir a piscina. O hotel era lindo e confortável, a cama bem espaçosa e as portas tinham uns vitrais de peixes que iluminavam discretamente a penumbra do quarto. O hotel não estava cheio e a piscina estava apenas conosco e um casal, que ao entardecer saiu e nos deixou a sós, tomávamos nossa caipiroska de manga e conversarmos animadamente, até que lhe pedi um beijo e ele disse que não devia. Que não devia eu sabia, mas eu queria saber se ele queria. Ele disse que me daria um beijo de amigo e me deu um selinho, eu disse que não valia, queria um beijo decente. Ele deu, senti o volume de sua sunga aumentar consideravelmente e o chamei para ir ao quarto.
Tomamos banho juntos, sarramos, curtimos, fomos pra cama e continuamos nossas preliminares. Eu realmente me sinto amado com ele, como nunca me senti por ninguém na vida. Porém ele disse que não podia transar comigo, queria o relacionamento dele com o namorado (que parece o Tropeço da Familia Addams - olha o veneno escorrendo) desse certo, porque GOSTAVA dele. Eu disse que o amava, olhando nos olhos e, olhando nos meus olhos ele respondeu "eu também te amo, mais do que você imagina, mas se a gente continuar com isso só vamos nos machucar". Continuei abraçadinho com ele, aninhado em seu peito e beijava seu tórax, perguntei se ele não tinha tesão em mim. Ele riu e perguntou se eu tava louco, guiou minha mão até seu membro para eu constatar o quanto estava duro. "Eu não posso, mas queria".
Depois de um tempo ele começou a passar mal por conta da bebida, voltei ao chuveiro, cuidei dele. O deitei na cama, o cobri e deitei junto. Passamos a noite abraçadinhos e acordamos pela manhã e continuamos abraçados. Ele levantou, tomou banho, deitou na cama e continuou abraçado comigo, eu disse que gostava de ficar assim com ele e ele me disse que sempre que eu quiser posso dormir abraçado com ele.
Eu acho que tenho que arriscar, e com paciência mostrar que não tenho medo de nos machucarmos e que quero investir em um relacionamento. O namorado frankstein dele, o fez bem, foi importante em um momento da vida dele, mas não acompanha a evolução. Ontem estive na casa dele e o namorado estava lá, eles mal se falam, mal se olham, mal se tocam. Isso sim está errado, sei que também estou muito errado no meu papel nessa história, mas tenho que lutar pelo que quero e amo. Falta coragem dos dois, e comodismo, de assumir que o relacionamento acabou, que gostar não é suficiente, o verbo é AMAR. Ele me disse quando eles dois terminaram que ACHAVA que o amava. Se eu quero brigar por ele, esse é o ponto chave.
Não sei se conto da sarração que tive com o Rodrigo, pra ver se surge um ciúme nele ou o estalo. E se conto, eu digo como realmente me senti? O barco ta navegando e eu estou no meio dessa correnteza, mas estou feliz.
segunda-feira, abril 09, 2012
little talk

Eu não sei nem por onde começar a falar. Como falei no post anterior, o Rafa me disse que tinha acabado com o namorado, mas não queria falar com ninguém e queria ficar sozinho. Eu consegui segurar a ansiedade e não procurá-lo, mas ele me procurou no sábado, fui a sua casa e conversamos sobre ELE. O relacionamento DELE. Como ELE estava se sentindo.
Alguém pode dizer que é egoísmo, mas não é defendendo o gatinho, mas a culpa é em (boa) parte minha. Eu sou péssimo em demonstrar e falar dos meus sentimentos e me senti inseguro pra falar do que sinto e do que quero. No fundo, fico esperando uma abertura para que ele diga, mas nem sei dizer se eu também me travo e fico na defensiva. Fui embora logo depois, dei um beijo em seu rosto e ele me deu um no rosto também.
A noite ele ia conversar com o namorado, mandei um torpedo perguntando se tava tudo bem e não tive resposta. No outro dia, no fim da tarde me respondeu que estava tudo bem e ACHAVA que tinha voltado. Eu juro que tento ser uma boa pessoa, ter Jesus no coração, mas SÉRIO, não dá. Não quis ouvir, eu não consigo acreditar em uma pessoa que relata todos os problemas conjugais, mas que diz que o maior dele são as infantilidades do namorado e continua com uma pessoa que vai pra casa do outro dormir, não fala com o namorado, deita na cama com a bunda na parede, não deixa ele tocá-lo, dorme e no outro dia vai embora sem falar com o cara. Vá pra puta que o pariu, como é que fica com uma pessoa dessas? Eu juro que seria incapaz disso, eu diria que nao queria vê-lo, no máximo, mas NUNCA (do verbo jamais) dormiria com meu amor brigado com ele. Essa foi a maior lição que meus pais me deram, eles nunca dormiam brigados, um dos dois sempre cedia, em prol da harmonia.
Então, ele voltou com o outro, mas no final de semana vai viajar comigo para uma praia próxima. Não é possível que ele não esteja se tocando do que eu quero. Eu tenho medo de falar, prefiro ir e lá ver o que vai desenrolar. Confesso que fico muito inseguro pelo fato de eu ser gordinho, mas sei que tenho muitas outras qualidades que ele gosta. O problema é que eu não queria colocá-lo na ponta da espada, e sim que tivessemos uma conversa franca e sincera, sem muros, sem resguardos. Mas se eu mesmo não tenho coragem, como cobrar isso?
Então acho que com a revolta e a carência, o Rodrigo me aparece no msn (leia o post aqui) e pergunta se estou livre. Fui com ele para o motel, fizemos um 69 maravilhoso, sarramos, cochilamos, nos beijamos, ele disse que eu era muito gostoso e eu fiquei me sentindo sujo e imundo. O tempo inteiro me senti dessa forma, pensei no Rafa, se ele se sentiu igual a mim quando ficou comigo. Eu me senti sujo porque eu estou apaixonado pelo Rafa e a única pessoa que eu queria estar era com ele.
Oh crap!
sexta-feira, abril 06, 2012
mato no peito?

Rafa terminou o namoro, mas não caiu em meus braços. Não falou comigo pelo telefone, não me atendeu, mas falou por torpedo. Disse que terminou com o namorado e precisava ficar sozinho. Ofereci meu colo (claro), ouvidos, minha casa, disse que estaria ali por ele e que ficar sozinho é muito ruim. Mas ele não quis.
Eu nunca iria querer ficar sozinho nesses momentos, mesmo que não quisesse conversar sobre, mas eu prefiro ter alguém ali, orbitando, existindo, sabendo que se eu desabar tenho um abraço.
Depois que nós ficamos, mesmo o namorado não sabendo, o relacionamento deles começou a desandar. O não entender do volume de trabalho, a cobrança frequente, as criancices, a ciumeira infantil... tudo foi aparecendo, mas eu tenho o pensamento de que é por minha causa. Não o término, mas o sentimento dele de não aguentar o namorado.
A dúvida é se eu insisto em vê-lo esse fim de semana ou respeito e espero que me procure.
terça-feira, abril 03, 2012
sonho

Hoje eu acordei pensando em você. No seu peito macio, os mamilos grandes e saltados, como se pedisse para eu abocanhá-los e brincasse com minha língua irriquieta, as vezes sugando-os e lambendo-os suavemente. Os pelos de seu peito macios acarinham meu rosto enquanto estou deitado nele, querendo que o tempo não passe. Querendo sugá-los para dentro de mim, sentindo-me completo.
Seus olhos estreitos parecem me convidar para um novo mundo e desejo mergulhar neles, que sempre sorriem para mim. São alegres e acolhedores, não me olham com volúpia apenas, mas com ternura. Sua boca, de lábios finos, contornada por sua barba, me desperta o desejo de mordê-la, saciando minha fome de carne tenra e suculenta.
Não penso no sexo, mas seu sexo pulsa rígido sob as vestes. Apalpo e, pela primeira vez, desejo um homem dentro de mim, me tornando uno contigo.
Acordo. Fico deitado na cama querendo você ao meu lado. Fecho os olhos.
quinta-feira, março 29, 2012
Loneliness

Levei outro bolo do Rafa e hoje, sim estou muito puto. Eu começo a divagar e acho que as vezes ele quer e ta confuso e em outras, e nessa eu fico transtornado pois eu tenho mania de perseguição, é que ele está me evitando. Qual é a verdade?
Eu disse pra ele que não ia procurá-lo mais, que ia dar espaço, pois parecia que eu estava atrás o tempo todo e recebi de resposta que eu reclamava de barriga cheia, que ele falava mais comigo do que com a própria mãe. Essa resposta abriu como uma chaga no meu peito, eu poderia esperar a pior das respostas, mas não uma que jogasse na cara isso. Se ele fala mais comigo do que com a mãe dele é porque ele quer, pois ele me liga mais do que eu ligo pra ele. Eu não mereço, eu tenho que me amar e me valorizar. O problema é que não aguento mais me sentir tão sozinho, e não tô falando de solidão de ter um namorado(a), mas da solidão de ter alguém com você. Eu não quero pedir socorro, eu quero ter alguém pra me dar colo e afagar meus cabelos quando eu chegar e ter a certeza que o dia de amanhã será melhor.
Eu me sinto completamente destruído por dentro e sei que na verdade é culpa minha, pois todos os meus amigos me acham o fodão. O Super-Homem, que apesar de não usar uma capa escarlate e nem singrar os céus, consegue pegar a vida de todo mundo nas mãos e ser presente, amoroso, cuidadoso, dizer as palavras certas. O cara que é padrinho de vários filhos de amigos, que as crianças são loucas por você, e que você escuta eles dizerem que lhe escolheram para padrinho dos seus filhos porque querem que os filhos sejam iguais a você: um amigo leal e presente.
Eu não aguento mais ser esse Super-Homem, eu me sinto tão fraco quando eu vejo que em alguns momentos não tem ninguém do meu lado e, pior, é porque as pessoas acham que eu não preciso. Eu tenho muito medo da solidão. Tenho tanto que pedi para minha comadre, um dia, que não deixasse eu morrer velho e sozinho.
Nenhum dos meus amigos, além do Rafa, sabem de mim e isso me angustia tanto. Mas eu sei que eu contar não vai melhorar em nada, ao contrário. Não vou ter mais um segredo guardado, mas também não terei mais nada comigo, nem esse monstro que me devora por dentro, mas me faz companhia.
Bem, é isso. Desculpem o desabafo.
É Michael, todos querem a friend like Ben
domingo, março 25, 2012
"Soltei o mundo pra segurar sua mão".

Ontem eu tive vontade de dizer essa frase do título pro Rafa, mas engoli. Não faço a mínima ideia de onde Caio Fernando Abreu tirou essa inspiração, mas ela encaixa-se como uma luva para o meu momento.
Ontem eu levei mais um bolo, mas estranhamente não fiquei com raiva. Ele tinha combinado de me ligar quando acordasse, eu também não fui atrás, deixei ele me procurar. Fui receber sua ligação quase 18h, dizendo que estava no shopping e se a gente podia se encontrar. Fiquei feliz que só, imaginando que a gente sairia para comer e beber alguma coisa e depois ele viesse dormir comigo aqui em casa. Mas levei um banho de água fria quando ele disse que tinha que estar as 21h em casa porque era o horário que o namorado dele ia pra lá. Acho que eu disse que ia ver que horas me livrava do trabalho (tive que trabalhar no final de semana) e ligava. Passei alguns minutos com o celular na mão e fiquei olhando para um quadro bonito do Aldemir Martins que estava na minha frente. Olhei para o celular e escrevi: "Rafa, eu queria que a gente ficasse junto um tempo, e havíamos combinado isso, infelizmente ficar apenas essas três horas com você e com hora certa para voltar, não rola. Depois a gente combina algo direito".
Eu me senti muito seguro quando escrevi isso e depois incrivelmente inseguro quando apertei o send. Mas estava feito. Como dizia minha avó "O que não tem remédio, remediado está". Ele até me respondeu rápido, nem três minutos depois, e pude ver no que ele escreveu como deve estar conflitante seus sentimentos. "Desculpa, mas essa semana foi uma correria no trabalho e só vi o Fulano (não vou dar nome pro namorado dele, vai ser um fulano qualquer mesmo) ontem e anda tive que trabalhar hoje de manhã e nós não estamos muito bem. Sei do seu carinho por mim, estou tentando equilibrar as coisas. Te adoro, você sabe disso!".
Me senti muito feliz com a mensagem, embora, claro, não fosse a que eu quisesse escutar. Me pareceu que ele tem uma briga com seus sentimentos (será que estou vendo demais?). Explico: Eu sou gordinho e ele sempre ficou com caras sarados, o namorado dele, o tal Fulano, é um exemplo disso, e claro que me sinto inseguro com isso. Tesão, é tesão. Eu já disse isso em algum lugar desse blog, eu me apaixono pelas pessoas, não importa se é homem, mulher, o meu amor transcende essas barreiras. O Rafa, por exemplo, está com a careca avançada e eu acho horrível homem careca, mas ele eu não me importo. Eu tenho receio dele dizer que não quer ficar comigo por eu não ser seu tipo físico. O que eu quero dele não é um trepa de final de semana, é maior que isso.
Mas a mensagem dele me pareceu que ele luta com esse sentimento, na quinta feira mesmo, ele me falou do fulano e me pareceu que eles estavam bem. Se não estão é por causa dele, do Rafa. Me sinto um pouco culpado, e procuro nem pensar muito nisso, mas se eu for a causa disso eu sou um cara feliz. Mandei outra mensagem dizendo que só poderemos nos ver na segunda semana de abril, ja tinha uns compromissos e não vou desmarcar de jeito nenhum, ele lembrou da viagem que o convidei para uma praia e disse que topa dia 14 de abril. Porra, será que vou ter que esperar até dia 14 pra poder dormir juntinho? Mas se for pra ficarmos juntos, tenho que ter paciência.
Então vem a frase do Caio F. Abreu, "Soltei o mundo pra segurar sua mão", e eu queria ter a coragem de dizer pra ele que se ele quiser ficar comigo eu vou sim ter coragem de enfrentar o lado de fora do armário.
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