domingo, agosto 20, 2006

Sem presentes, por favor.


Hoje eu tô meio down pra escrever.
Existem situações tão chatas na nossa vida, que me fazem refletir o quanto vale à pena uma amizade. Lembra daquele amigo (tudo de bom) da medicina? Aquele que eu teria coragem de ter um relacionamento? Aquele que eu queria mordiscar os mamilos e deitar no colo? Poisé, esse mesmo.
Se alguém acompanha esse blog deve lembrar que eu disse que sei dele, mas ele não sabe de mim. Que eu não acho correto chegar pra ele e dizer "ei cara, eu sei que você é gay". Porque não existe coisa mais pavorosa do que invadir a privacidade alheia.
Pois bem, hoje fazem dois meses do meu aniversário. Dois meses que ele me deu um box de DVD que eu já tinha, e se a lojas Americanas não fosse tão filha da puta eu teria trocado o box e estaria tudo bem. Eu teria sido poupado do constrangimento de hoje.
Quem me conhece sabe que sou um cara que dá valor às pequenas coisas (e não coisas pequenas). Nunca fiz questão de presente, mas sim da presença. Um cartão tem muito mais valor do que um presente caro que não tenha a minha cara (como é de costume ganhar dos meus tios). Não sou escravo de marcas, e não me acho tão difícil de se dar um presente.
Pois eu tive que falar com meu amigo que não pude trocar o DVD por que não tinha o cupom fiscal. Ele passou dois meses pra fazer a troca. Até aí tudo bem, eu não me importo com presente. Só que ele me liga, perguntando o que eu quero. Ora o que eu quero, quero nada não. Eu quero que ele volte a me tratar como antes, sem dar tanta desculpa amarela pra sair.
E o box que ele tinha me dado custava R$50, ele simplesmente comprou o box de uma das minhas séries preferidas que custava quase três vezes mais, e deixou claro que ele estava fazendo aquilo, mesmo sobre os meus protestos de que era muito cara, não porque eu merecia, mas pq ele se sentia em débito.
VÁ SE FUDER! Eu agora tenho que servir de válvula para curar o peso da consciência dos outros? Eu tô me sentindo comprado, tipo assim "Eu furei demais contigo amigo, mas vou te dar um presente legal pra você não lembrar que fui mau amigo/sacana/egoísta!". Eu não mereço isso, não mesmo. Pra piorar, quando chegou aqui em casa e me entregou me deu um abraço (bem gostoso por sinal, quase me fez perdoar a criatura) e disse "NÃO SUMA!"
Não suma é o CARALHO DE ASA! quem some e dá desculpas amarelas é ele. É sério, eu acho que sou uma pessoa tão boa, não mereço isso mesmo. :(

sábado, agosto 19, 2006

Move On


Eu sou famoso por fazer um drama (vem daí o nome do blog). Mas não é drama gratuito não, é que eu me apego tanto às coisas e às pessoas que para deixá-las livre machuca um pouco. Mas mesmo assim as deixo livre, eu que me machuco um pouco, mesmo.
Então eu já falei em meu peito pro rapaz da livraria "move on". Ele não respondeu o meu scrap, respondeu o dos outros. Para mim foi um claro fora. Pensei que ia me machucar mais, pois eu estava visivelmente empolgado, mas não, só estou com vergonha de ir à livraria.
Mas Deus sabe o que faz. Eu estava meio apático, sem reparar nas pessoas à minha volta, sem perceber nada... então ontem já mudou. Arranjei um paquera novo, e como não poderia deixar de ser: complicado e perfeitinho :P
Fui ao aniversário da minha prima, cheguei tarde, e já tinha um monte de gente na sala. Falei com a aniversariante, dei um oi geral pra galera jovem, cumprimentei os mais velhos e me escorei no móvel da sala para falar com a irmã de minha tia que é jornalista. Eu pedi licença e fui à cozinha pegar um prato com vatapá com muita pimenta (pepper freaks), então ele chegou por trás e disse "diz aí olho de Thundera".
Eu estava com uma blusa preta com a logo dos Thundercats (ô saudade oitentista, meu Deus). O menino, do qual eu nem sabia o nome era um loiro alto, olhos verdes, muito bonito, cara de macho e um corpão muito legal. "Gostou?" respondi. Ele puxou algum assunto e conversamos alguns minutos. Meu olhos percorreram de seu tórax até sua mala, onde ele deu uma pegada para ajeitar.
Foi aí que me estremeci. Eu estava em um ambiente da família, em uma sala pequena e não me daria o luxo de fazer alguma pergunta dúbia para alguém que eu tinha acabado de conhecer. E fiquei nisso, só olhando o rapaz, mas preocupado se algum familiar percebia. Ele às vezes me olhava de volta, sorria de canto de boca. A namorada dele é amiga de infância da minha prima, e fiquei meio assim em tentar algo. Mas vamos ver o que ocorre, não é?
Orkut tá aí pra isso mesmo, fazer o primeiro contato. Vamos ver se o rapagão alto, loiro e TUDO DE BOM dá as caras :)

quarta-feira, agosto 16, 2006

Me joguei, e agora?



Tá certo que não foi uma jogada assim "que jogada", mas dentro do meu universo foi a maior jogada que já dei. :/
Comprei o bendito livro "A Última Guerreira" de Steven Pressfield, e tô gostando do bendito, tem uma leitura bem gostosinha e... ninguém aqui quer saber de livro, não é mesmo? :D
Pois pessoas, estava andando com a minha mãe no shopping, em um horário diferente do gatinho da livraria, e ela veio querer saber qual era o livro que eu estava atrás (claro que eu vivia dizendo que estava atrás de um livro pra ter pretexto de ir à livraria) e propôs entrarmos para ver se tinha. Tinha sim, e era o último, não ia me recusar ganhar um presente.
Felizmente tenho outro pretexto de continuar frequentando a livraria. É bom receber conselhos com a sapiência da vastidão do mar. :D Mas o problema é que eu fui cheio de coragem dizer nos scraps do rapaz que tinha comprado o livro. Já tinha a paquera prontinha!
- Poisé, vim ontem pela manhã e comprei o livro - Eu diria em minha próxima visita enquanto fingia ler a orelha de algum livro em promoção. - Você não estava, comprei com outra atendente.
- Que pena - ele diria procurando ser agradável - Meu horário é na parte da tarde.
- Eu sei - nesse momento pararia de fingir que lia alguma coisa e olharia pra ele - É pq vim com o intuito de comprar o livro.
- E antes você vinha pra que?
- Pra ver você.
Nessa hora ele me tascaria um beijo e nos deitaríamos ali, espalhando todos os romances cafonas do Paulo Coelho ao chão, deitaria sobre as páginas de livros de auto-ajuda e procuraria algum kama sutra perdido na seção de R$19,99. :D
Sei que as coisas não aconteceriam assim, mas eu sei que ele perguntaria o que eu fazia tanto lá pra saber a resposta. Eu estava atiçando a sua curiosidade. Mas ele não fez, respondeu meu scrap de uma forma que me quebrou as pernas. Apenas disse "pra dizer se o livro era legal, pois depois eu poderia contar pra ele a história".
O negócio é que o livreiro faz aulas de italiano, e eu deixei um scrap perguntando ao ragazzo se eu poderia convidá-lo para sair comigo, no idioma natal da Sophia Loren.
Meio sem graça, eu sei, mas foi essa a jogada que dei. Ainda terminei perguntando se eu tinha feito a lição direito. Fazer o que agora? Torcer, né? :)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Sexto sentido


Tem dias, raros, que amanheço angustiado, o peito parece não conseguir conter a respiração. E podem ser inúmeros fatores que estão acontecendo agora na minha vida: desemprego, dívidas, mas eu sempre acho que é em relação ao sexo.
Eu sempre acho que é porque não falei nada, que descobriram, que pior, vou ser posto contra a parede. Isso me sufoca tanto que eu fico na berlinda o dia inteiro, sem saber o que fazer. Tinha marcado de sair hoje com um carinha da net, bonitinho, pau grande, grosso e com aquela cabeça de cogumelo, mas vou desistir. Começo a achar que essa angústia é o meu sexto sentido me avisando: não vá!
A última vez que não ouvi meu sexto sentido quase me dei mal. Conheci um carinha na rua, ele ficava me olhando e o chamei para conversar, trocamos poucas palavras, e quando vi já estávamos indo em direção ao meu carro. Algo me fazia andar devagar e dizer: vá pra casa sozinho! Mas o carinha era bonitinho e me deixei levar.
Dei a partida, andei alguns quarteirões e parei em uma rua escura. Ele veio pra cima de mim como um polvo, cheio de dedos, sua língua quente percorrendo a minha boca com volúpia. Ele abriu a blusa, passei a mordiscar seus mamilos e ele fazia uns gemidinhos gostosos. Quando minha boca percorreu seu corpo e parou no seu umbigo, ele desfivelou o cinto, abriu a calça e saltou um caralho grande, grosso e bem cheiroso. Passei a chupá-lo com gula, suas bolas e ele gemia gostoso, forçando minha cabeça a fim de que eu abocanhasse todo aquele membro.
Acho que passamos alguns minutos nisso, poucos, acho. Em uma dessas estocadas que ele dava ele disse enquanto eu o chupava "quanto você vai me dar de dinheiro?". Aquilo me fez parar, olhei pra ele e perguntei que dinheiro, se a gente estava ali pela curtição. Ele começou a ficar meio violento, dando gritos imperativos, questionando "como assim não ia rolar dinheiro?".
Pedi que descesse do carro, ele disse que só sairia quando eu desse grana. O pior é que eu tinha na carteira uma nota de R$20,00, fiquei com medo de dar a nota e ele achar que seria fácil eu pegar mais. Dei a partida, ele me perguntou pra onde eu ia: "pra delegacia, você acha que vou ficar discutindo com você aqui? Se quiser me bater vá em frente, mas saiba que eu tenho controle total do carro, e se for para eu bater, vou garantir que o seu lado receba o maior impacto."
Ele mandou eu parar o carro, ele queria descer. Ainda fiz um pouco de suspense dizendo que só pararia na delegacia, quando eu vi que ele estava mais preocupado comigo em cumprir minha promessa, parei e ele desceu. Respirei aliviado e fiz a primeira coisa que eu faço quando acontece algo que me deixa nervoso: ligo pra alguém e peço pra pessoa conversar comigo até chegar em casa.
A questão era: onde estava o meu celular? O filho da puta havia levado, e o medo que eu estava sentindo dele se foi, guinei o carro, dei um cavalo de pau, parei perto dele e disse "me dê meu celular agora se não quiser ver se eu tenho coragem de atropelá-lo". Minha mente raciocina muito rápido em momentos de tensão, eu já sabia que se ele tivesse uma arma teria usado. ele começou a correr na rua e eu o perseguindo, não dando margem à fuga. Era meia noite de uma sexta-feira eu um bairro não muito movimentado, eu não tinha medo nenhum de entrar em uma contramão, pois não havia nenhuma grande avenida que fosse movimentada naquele horário.
Aqui em minha cidade, normalmente as pessoas que moram em casa se cotizam e pagam vigias que ficam de bicicleta, soando um apito, entre as ruas. Quando eu vi um gritei que o cara era um ladrão. O vigia começou a apitar e apareceram mais três, pegaram o carinha e devolveram meu celular.
Bem, não vou hoje ao encontro. Vou escutar meu anjo da guarda.

domingo, agosto 13, 2006

Não sou morcego


Eu não possuo o famoso radar que alguns gays adoram dizer que possuem melhor que os morcegos. Pelo menos eu não acho que possuo. Já aconteceu (diversas vezes, aliás) eu olhar para um garoto e dizer comigo mesmo "esse curte" (como o caso do rapaz da livraria), mas eu vivo tão iemrso na minha vergonha de me expor que não me arrisco a comprovar. Meu maior receio é das pessoas também estarem receiosas de se expor e eu acabar me expondo pra nada.
Ou pior, me expor pra um cara e ele alardear à todos o que ocorreu. Um amigo meu diz uma coisa que é certa: Se o cara é hétero e você da em cima dele, ele vai declinar, mas fica calado pra não dizer que foi cantado por um viado. Se ele se diz hétero e espalha, é enrustido.
Acho que a gente só sente vontade de "sair do armário" quando se sustenta e está apaixonado. Coisa que ainda não aconteceu comigo. A chance que vou ter de mudar de cidade vai fazer eu levar outra vida, uma só minha, do jeito que eu quiser, sem precisar me preocupar se tem gente de olho ou conhecidos dos meus conhecidos por perto. Eu espero por essa chance, tanto quanto poder testar o meu radar pra saber se a falta de uso não o deixou quebrado.
Não fui na livraria, passei a sexta e sábado sendo escravo da minha mãe dirigindo pra cima e pra baixo. Talvez tenha sido bom, afinal hoje é dia dos pais, com certeza não ia poder ter uma conversa melhor com o ragazzo. Vamos ver se até 4ªfeira ele me liga pra dizer se tem o livro. Se não ligar eu apareço por lá, e juro vou tentar me jogar! :)

quinta-feira, agosto 10, 2006

O Rapaz da Livraria II


Eu fico preocupado em o quanto ele é fofo!!! :)
Pedi pra um amigo colocar um recadinho no orkut dele, já que ele me garantiu que o radar dele funciona perfeitamente bem e apitou bem alto quando viu o profile do rapaz.
A regra máxima era:
1) Nenhum homem pega nos peitos das amigas com aquele sorriso e coloca a foto no orkut.
Realmente, eu tenho que concordar com o rapaz... :)
Pior que ele tava todo empolgado trocando scraps com meu amigo e eu já tava puto, mas eu disse que o cara era meu amigo e deu um chega pra lá nele. O rapaz da livraria é culto, sabe parlar italiano e eu como bom geminiano, fui me amostrar. Encomendei com o pai de uma amiga minha um "Quando a gente se encontra?" em italiano.
Resultado: o fofo quis parlar comigo no msn em italiano e eu não parlo patavina nenhuma! Fui desmascarado, mas acho que ele se divertiu. Afinal, eu tive o trabalho de descobrir como se escrevia uma frase pra chamar a atenção dele... e consegui!! Amanhã vou buscar meu livro sobre as Amazonas (A Última Guerreira). A esperança é que ele pergunte alguma coisa sobre o assunto que mais domino: Mitologia Grega.
Louvada Ártemis, me abençoe rumo à caça! :)
.
.
.
.
.
.
(Nota ZERO pro Paparazzo, não tem nehum e-mail pra eu pedir o Max Fercondini)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Eu quero!


Eu tenho tesão em homem com cara e jeito de homem, mas olhando esse rapaz é impossível não desejá-lo! Que boquinha linda e que corpão parece ter!
Eu quero o Max Fercondini na Paparazzo!
Ah, como quero!