quinta-feira, maio 31, 2012

feito tatuagem

Quantos de vocês, drammáticos leitores, tem tatuagem? Eu sempre fui louco pra fazer a minha e ultimamente tenho buscado coragem. Hoje na hora do almoço eu fui em um studio próximo do meu trabalho pra ver uns desenhos e assim que cheguei encontrei a cunhada do Rafa, ela estava acompanhando o marido que foi retocar o dragão que ele tem no corpo. Quando ele me ouviu falar, me chamou pra conversar e lá estava aquele cara magro, da barriga trincada, peitoral bem definido, nu em pelo deitado na maca com o tatuador colorindo o grande dragão chinês que ele tem na lateral do corpo (vem da altura abaixo do torax até parte da coxa).

Eu sabia que o irmão do Rafa era muito gostoso, pois ja o tinha visto sem camisa várias vezes, mas pelado era a primeira vez (pode ter mais, adorei). Ficamos batendo papo e eu olhando a arte daquele homem (o tatuador, gente!) no corpo do meu futuro cunhado (quem sabe, né?). Na hora também lembrei da primeira vez que vi o Rafa nu, como o Rafa tinha a bunda gostosa pelado e vestido parecia que ele nem tinha bunda, a mesma coisa do seu irmão, uma bunda pequena, mas redondinha, durinha.

A esposa dele brincou comigo, perguntando se eu tinha coragem de pegar uma tatuagem grande e respondi que não tinha, que a minha quero fazer na batata da perna. Ela disse que também não tinha coragem de fazer uma grande, mas que adorava no marido, pois quando eles estavam "dando uma", ela gostava de olhar pro espelho na porta do guarda-roupa e ver aquele dragão se mexendo em cima dela (eu na hora, claro, imaginei o dragão se mexendo e metendo, mas em mim).

O Rafa também tem tatuagem, um dragão chinês no ombro esquerdo, que valoriza os músculos do braço e, confesso, acho sexy. Quando ficamos deitados juntos, eu gostava de ver aquela imagem e a beijava, acarinhando o símbolo da sorte. Temos nos falado quase nada, dei o gelo de uma semana depois que o chamei pra dormir comigo e ele disse que não podia, pois queria se acertar com o Tropeço. Como havia dito, saí de cena. Ele me ligou depois de quatro dias, não atendi. Mandou torpedo no outro dia fazendo uma gracinha, não respondi. Me ligou mais dois dias seguidos, com torpedo e fingi que não vi em todos. Ele não insistiu muito, então também não fiz menção de me preocupar ou incomodar com aquilo. Um amigo me aconselhou a atender e fingir que está tudo normal e assim o fiz. Ontem atendi sua ligação, ele perguntou como eu estava e respondi "bem, e você?", ele me disse que estava tudo bem com ele também e começou a conversar miolo de pote, escutei um pouco e disse que tinha que desligar, pois meu chefe estava chamando. Então ele me chamou do apelido carinhoso que me chama e disse "saudades", eu desliguei. Sim, claro, aquilo mexeu comigo. Eu queria vê-lo, abraçá-lo, cheirá-lo, senti-lo. Mas é melhor assim, acalentar a dor que sinto e, quem sabe, aquecer o sentimento que ele tem por mim com minha ausência.

segunda-feira, maio 28, 2012

Alguma coisa acontece no meu coração...

Hoje confirmei uma notícia MUITO feliz! Consegui uma folga para passar o feriado de Corpus Christi (e pecar bastante, espero) na grande maçã brasileira. Vou ficar hospedado na casa do meu amigo cardiologista, que já tive uma paixonite, ja fiquei de mal, chateado mesmo, por ter a horrível mania de ter fé na vida (mentira. assim tenho mesmo fé na vida, mas terminei a frase assim só por causa da música, o que eu queria dizer é que tenho a horrível mania de querer que as pessoas me considerem como as considero). Passamos meses sem nos falar por distanciamento natural e ano passado fizemos nossa primeira viagem juntos e não foi qualquer uma não, foi uma muito bacana. É isso que eu gosto nas amizades, transformá-las em irmandades. Antes que imaginem, não rolou pegação (apesar de gostoso eu meio que perdi o tesão nele), mas eu não tive coragem de me assumir pra ele, e nem ele pra mim. Fomos como amigos e voltamos como irmãos.

Sim, babaquice. Principalmente se eu sei que ele é gay e namora um cara (bem legal, por sinal), mas eu acho que ninguém deve escancarar o armário do outro. E com ele, eu não acho que precise dizer algo e nem ele me dizer. Fora que me PASSEI pelo inbox no facebook com um dos amigos dele que me adicionaram na época da viagem para ver nossas fotos e, claro, me ver tirando onda (meu esporte favorito) com ele. Eu achei o menino (também médico) lindo, fofo, gostoso, tudo de bom e BÊBADO disse tudo isso no inbox. Sim, SHAME ON YOU DRAMMA. Sim, mas ele também disse que me achava lindo, fofo, engraçado e que estava curioso sobre mim, que o Cardiologista nunca tinha falado se eu era gay ou não e que tinha ficado feliz em saber que eu era. Notícia bôua, né? Era pra ser, mas isso foi em dezembro, hoje o gatinho tá namorando. C'est la vie.

Mas o importante disso tudo é que eu consegui esses dias de libertação, vou curtir bastante essa folguinha de quatro dias. Ando muito cansado, muito estressado e tem sido uma carga muito grande de trabalho nesse primeiro semestre. Assim não penso nos meus problemas e curto um pouco a vida.

sábado, maio 26, 2012

o carona.

Antigamente eu falava muito que ia chamar um garoto de programa TESÃO pra me satisfazer, um que tivesse o corpo que considero perfeito, ia mandar ele ser bem safado e realizar algumas fantasias (sim, roupas de super-heróis). Até tive essa coragem, mas foi horrível, não consegui chegar nos finalmentes, achei o cara muito travado e ele estava MUITO diferente da foto, além de usar lentes de contato verdes (sorry quem usa, mas é brochante) e pior, afirmava serem os olhos dele e eu louco de vontade de tacar o dedo pra ver ela sair na minha mão. Enfim, mas o post não é pra falar do michê uó, mas la na frente vocês vão entender o porque falei nisso.

O que vou relatar aconteceu em meados de setembro (período em que eu estava ausente do blog), voltava de uma noite de bebedeira (vodca: connecting people), deixei minha melhor amiga em casa e quando virei a esquina, lá estavam eles na parada de ônibus (opa, eles!). Sim, eles. Um cara alto, de seus 1,80m, feio, gordo forte, cabeça raspada, pele morena. O outro baixinho, talvez 1,65, saradinho, bombadinho, branquinho, nariz grande e olhos apertados. Parei o carro mais a frente deles, vi pelo retrovisor que os dois olharam, fiz sinal de luz com a luz de freio e ele vieram até o carro. Perguntei pra onde iam, o que queriam fazer, de onde vinham, etc. O baixinho respondeu que trabalhava como segurança em um bar (até meio badalado aqui na cidade), o altão trabalhava com ele e estavam voltando pra casa, disse onde morava e eu perguntei se queria um passeio. Ele riu, olhou pro altão e perguntou se ele ia. O altão sorriu, o baixinho deu a volta para entrar pelo banco do passageiro e o altão fez menção de abrir a porta de trás que estava trancada e eu disse "você não, só ele". Eles se olharam e se despediram.

O baixinho entrou no carro, olhei bem pra ele e ele era muito gostosinho. Perguntei o que ele curtia e o que ele queria fazer, ele me disse que curtia mulher, se eu tinha alguma pra sair com a gente, mas se não tivesse eu podia levar ele para onde eu quiser. Fui pra um motel que acho bacana e com preço razoável. Começamos a nos beijar, até estranhei pois se ele queria mulher nunca ia aceitar um beijo de homem, mas ele beijava gostoso e bem safado, ele fez menção de tirar a camisa, mas não deixei, uma coisa que gosto de fazer é despir quem está comigo.

Desabotei cada botão de sua camisa, desnudando seu tórax e beijando molhado e carinhosamente seu peito, sua barriga, seu umbigo. Me levantei, o beijei na boca e retirei a camisa dos seus braços. Ajoelhei e desafivelei seu cinto, abri o botão de sua calça e com os dentes puxei o zíper. Seu pau latejava por baixo da cueca box sexy de cores preta e branca. Era uma cueca bem tesão, a bunda dele bem durinha ficava perfeitamente encaixada. Tirei o pau da cueca e comecei a chupá-lo com força e tesão, ele gemia. Minhas mãos percorriam seu tórax e bunda, apertandoa-a, trazendo-a de encontro ao meu rosto, fazendo com que eu engolisse aquele grande, grosso e suculento mastro com força, sentindo-a na minha garganta. O chupei por mais alguns minutos e surpreendendo-o o joguei com força na cama, ele riu. Ficou deitando esperando que eu continuasse a chupar seu pau, mordendo o lábio inferior.

Fui lambendo-o levemente, começando pelos dedos do pé, passando minha língua molhada por sua perna, intercalando com beijos, lambendo sua virilha, o saco. Sugando seu pau e ele deitado, os braços atrás da cabeça, só curtindo. Passei a língua por sua barriga, chupei (muito) seu peito sarado, mordi seus mamilos (ele gemia). Beijei seu queixo, sua boca, mordisquei sua orelha e sem ele esperar, o virei de costas. Beijei sua nuca, desci a língua por sua coluna, beijei seu coccix e mordi sua bunda. Minhas mãos percorriam seu peito, alisando e apertando seus mamilos, deixando ele quase de quatro. As deslizei pela lateral do seu corpo e quando cheguei na sua cintura o puxei com força, obrigando-o a ficar de quatro, pronto pra galopar. Ele pediu pra eu não meter, eu enfiei a língua e passei a lamber e chupar seu cu (que estava limpo, amém) e ele gemia forte. Quando eu enfiava a língua naquele buraquinho rosado e apertadinho, ele gemia.

Como gentleman, não enfiei (foi a primeira vez que senti vontade de comer um cuzinho), se ele tivesse pedido ou liberado, teria continuado. O chupei e beijei muito, passamos quase duas horas nessa sarração, cheio de tesão. Nos beijando ele gozou na minha barriga, e eu pedi que virasse pois queria gozar na sua bunda e assim terminamos a noite. Eu estava extasiado, tinha sido uma delícia, menos a parte que eu quis fuder e ser fudido e não rolou.

Paguei o motel, ele tomou uma coca-cola. Perguntei se ele estava com fome e ele disse que não, mas quis saber se podia pegar uma batatinha. "Claro, pegue sim". O beijei, fiquei alisando aquele corpo gostosinho enquanto bebia o refrigerante e fomos embora. Perguntei onde era melhor para ele ficar e ele indicou o caminho próximo de onde eu o tinha pegue, perguntei se podíamos trocar o telefone, ele me deu o dele, mas eu não dei o meu. Ele perguntou se eu podia dar dinheiro pro taxi, a única nota que eu tinha era de R$50,00 dei e ele pediu mais cinquenta. Eu ri e disse que só tinha essa nota. Ele riu e se despediu, mas disse "me liga pra sairmos de novo, mas leva cenzão, viu?"

Nunca liguei.



quinta-feira, maio 24, 2012

Vestibular pra engenharia, quem sabe?

Eu queria saber se é pré-requisito ser bonito e gostoso pra fazer vestibular pra engenharia. Vou te contar, hoje tive que acompanhar uma obra pra fazer algumas definições na minha área e competência e TODOS os engenheiros eram novos, entre 25 e 40 anos (você descobre que está velho quando acha alguém de 40 anos novo), bonitos, educados, simpáticos com suas bundas durinhas e carnudas dentro da calça jeans. Outro pré-requisito é casar cedo, porra TODOS com aliança na mão esquerda.

O de cabelo preto, moreno, sorriso largo e cicatriz na sobrancelha me enlouqueceu, ele começava a falar coisas técnicas perto do meu ouvido e eu ja estava quase gozando.

O branquinho, cabelo castanho, que me acompanhou todo o percurso era tão educado e bonito que eu quis levar pra casa, era o mais novinho, tinha 25 anos.

O branquinho com o cabelo castanho e a barba levemente aruivada cheirava tão bem e tinha a bunda mais gostosa, quando ficamos a sós na casa de máquinas eu jurava que ele ia fazer ao menos uma piada de duplo sentido, mas não fez. Que tristeza!

Não tinha nenhum engenheiro mais velho e era sobe e desce escada e eu hipnotizado com tanta abundância na minha frente. Mas claro que quem olhou pra mim e ficou rindo foi o peão que tava acompanhando, né?

quarta-feira, maio 23, 2012

(se) jogando

Hoje, após postar o texto anterior, voltei para o trabalho sem vontade nenhuma de trabalhar, e olha que eu amo meu trabalho. Faz tempo que eu não sentia essa vontade de ficar em casa, sem pensar em nada, apenas existindo. Mas voltei ao trabalho, na hora certa de bater meu ponto (minha pontualidade britânica chega a ser irritante, é como se eu competisse com o relógio) e entrar na sala. Mal entrei e vi um rapaz loiro, olhos verdes, o corpo magro, mas pelos braços podia-se ter ideia de que era trabalhado, o cabelo comprido, rastafari. Dei boa tarde, ele respondeu e fui sentar a minha mesa. Notei que ele me acompanhou com o olhar, cruzamos os olhares e sorri, ele sorriu de volta.

A secretária da sala me pergunta se eu tenho um documento para entregar para uma empresa que presta serviço, eu respondo que não. Ela liga para o chefe que pede para falar comigo e procurar uma nota fiscal na mesa dele. Vou a sala do chefe, olho a mesa, procuro a tal nota e acho mais de uma. Chamo o rapaz pra sala do chefe, ele entra sorridente e ajeita o pau na calça, eu acompanho com o olhar, ele senta a minha frente. Pergunto o nome da empresa e ele me diz que apenas presta serviço, que não sabe o nome da empresa que ele tem que levar a nota. Ligo pro chefe fitando os olhos verdes do loiro rastafari, ele me devolve o olhar sorrindo, sempre. Meu chefe não atende, eu pergunto se ele se incomoda de esperar um pouco e ele diz que não.

Ele começa a dizer do dia-a-dia dele e eu (finjo) presto atenção, sorrio, faço perguntas. Ele diz que gosta de andar de moto pela cidade, zanzando, resolvendo as coisas, fazendo o horário dele, conhecendo gente interessante. Eu devolvo o sorriso quando ele fala "gente interessante". Ligo novamente pro chefe, que não atende, converso mais dois dedos de prosa com o rastafari loiro, que tem o olhar penetrante e o sorriso bonito.

Meu chefe liga, pede pra olhar no móvel atrás da mesa dele, me abaixo para procurar deixando a bunda empinada, viro rápido para trás (de propósito) e vejo que ele está me olhando. Acho a bendita (ou maldita) nota fiscal, coloco em um envelope e entrego pro motoqueiro. Ele pergunta meu nome, respondo e ele sorri "o meu é Márcio, se precisar de mim é só ligar". Agradeço e digo "prazer", ele sai pela porta. Antes de retornar a minha mesa eu visualizo a trepada com o rasta e fico com vontade, saio da sala e o vejo tomar água no bebedouro do corredor, ando até ele, que levanta-se e fica me olhando. Me inclino, tomo água e pergunto se ele não tem um cartão, caso eu precise dos seus serviços. Ele ri, diz que tem, mas que acha melhor eu ligar no celular dele e me acompanha anotando o número no meu celular. Nos despedimos novamente, ele com o sorriso mais aberto ainda e finaliza "pode me ligar, doutor". E eu fiquei morrendo de vontade.

Ganhei o dia nesta quarta-feira sem graça.


sentimento.

Quis mandar o texto abaixo pro Rafa, mas desisti. Eu não posso mais ser meloso, pois afasta. Vou guardar, pra se um dia der certo entre a gente eu enviar. Mas fica aqui o registro, pois achei esse texto lindo.


“O amor e o simples se combinam. E por formas simples demonstro meu amor: te enchendo de sorrisos, tentando fazer você rir, por mais que eu pareça bobo, te ajudando nas horas difíceis e te aconselhando quando você precisar enxergar um rumo, um caminho. Me preocupando com sua saúde, com seu trabalho, com seus sonhos. Ah, os sonhos... quero ajudar você a realizar cada um deles. E no sofrimento, deixar de cumprir o papel de simples homem seu, mas acima de tudo, cumprir o papel de melhor amigo”.

segunda-feira, maio 21, 2012

Se conselho fosse bom, vendia.

Além da máxima de que se conselho fosse bom não se dava, vendia, eu gostaria de lembrar (a mim mesmo) e a todos que tudo é uma questão de perspectiva. Eu não contei para nenhum dos meus amigos sobre o Rafa, primeiramente pois eu teria que revelar minha bissexualidade e, mais uma vez prometo, isso é tema para outro post o porque de nunca ter me revelado aos meus amigos mais próximos e queridos. Em segundo porque eu iria tanto expô-lo quanto me expor, e embora ele seja "assumido" (no trabalho não é e para alguns amigos também não), e estar fazendo parte da minha história não acho legal envolver mais gente nisso.

Mas resolvi envolver e escolhi um amigo muito querido, que não é amigo da minha turma "oficial" de amigos, mas que sabe do Rafa e é gay (tem um namorado delicioso, coisa de louco) e não mora nessa província de fofoca. Contei tudo como aconteceu com a gente, contei de minhas experiências passadas (sem muitos detalhes e quantidades), falei que tinha sido com um grande amigo, mas não havia dito com quem havia sido. Os conselhos, os de sempre. Que eu saísse dessa, que eu ia acabar virando o outro, ou pior, a putinha, que ele ia me magoar, que eu era um cara muito legal e merecia alguém sensacional, se eu não estaria confundindo por estar desiludido com meninas e e blá blá blá, bló bló bló. Escutei, ponderei. Disse como me senti amado pela primeira vez na vida com ele, se eu podia ignorar isso e ele manteve o discurso.

Depois ele me pediu para mostrar foto do cara, que ficou curioso e eu menti dizendo que não tinha foto e nem facebook. Mais tarde nos encontramos no msn (eu não uso, mas como abro de vez em quando o hotmail ele apareceu lá) e ele veio conversar comigo novamente, me dando força pra sair dessa. Então eu contei que o cara que me fez ficar fora de órbita era o Rafa. Ele ficou surpreso, depois disse que achava o Rafa um tesão e perguntou detalhes (ah, safado). E depois falou dos conselhos, que sendo quem o Rafa é, e ele sabendo como é nossa relação de amizade, achou que eu deveria ponderar, esperar e investir. Que seríamos lindos juntos, pois transformaríamos nossa amizade em algo maior. E disse ter a certeza que mesmo que não desce certo a amizade continuaria.

Não vou enganar ninguém aqui que está lendo, e nem a mim mesmo, o quanto eu ando confuso, é natural. Não sei de onde vem a certeza de que o Rafa e eu seríamos felizes juntos. Mas também tem a insegurança de querer isso logo, maldita pressa geminiana de querer tudo ao mesmo tempo e agora. Posso estar me enganando? Claro, posso. Muita coisa pode rolar ainda, e muita água vai correr debaixo dessa ponte, mas eu acho que aos 34 anos eu não posso desistir fácil se ficar com medinho de me machucar. Tento navegar, tento achar uma paciência que nunca tive e, mais ainda, tento não descontar a ansiedade na comida. Isso ao menos está legal, fui ao nutricionista (um gato, diga-se de passagem) e a dieta que ele me prescreveu, em duas semanas já me fez perder 5 quilos sem maiores sacrifícios e sem passar fome.

Ontem, quando almoçava com meus amigos, compadres e a afilhada (minha princesinha), Rodrigo me mandou SMS querendo sarrar/trepar/gozar. Respondi que depois ligava pra ele, o que fiz uma hora e meia depois e ele não me atendeu. Embora estivesse doido pra gozar, achei legal não dar certo. Não é ele quem eu quero e nem sinto mais tanto tesão nele como sentia antes. Gosto quando ele me chupa, mas não foi o fim do mundo ele não me atender. Pensei no Rafa e achei que não ia valer a pena insistir. Mas acho que se ele acabar ligando de novo eu vou sair com ele pra suprir essa carência, uma droga isso.

Sabe, quando o Rafa disse pra mim que estragaríamos tudo ficando juntos e ele tinha muito medo de me perder eu senti vontade de dizer "Você já está perdendo". Porque não é fácil viver com esse sentimento maior que a gente e se sentir inoperante em não conseguir vivê-lo.